Para manter uma relação saudável e feliz

Atualmente vivemos um culto ao individualismo. Cresce a cada dia o compromisso com o prazer, sempre imediato e com a máxima prioridade. Assim, cresce o número de pessoas que não se engajam em uma relação amorosa. Afinal, vamos ser sinceros, investir numa relação amorosa traz muito mais riscos do que ficar sozinho. E quem vai se arriscar, se hoje temos uma alta expectativa de gratificação e uma baixa tolerância à frustração?

Uma das preocupações que ouço das pessoas em um relacionamento é o medo de perder a individualidade.
A individualidade conquistada e construída por nós durante anos e que muitas vezes se perde diante de um relacionamento amoroso.
Os casais acabam se transformando em um “nós”, uma fusão dos dois – ao invés de um “eu” e “você” que nos relacionamos.
E o que acontece? O NÓS vira a figura primordial e a personalidade principal dos dois, esquecendo-se de si mesmos.
No começo da relação, isso é considerado romântico e acaba passando batido, mas com o passar do tempo, pode trazer ressentimentos para os dois do casal.
Não podemos nos doar de mais, nem de menos a esse NÓS. Mas sim, na medida certa. Se dermos de menos, a relação fica prejudicada. Se dermos de mais, a nossa relação interior, aquela com nós mesmos é quem sai prejudicadíssima.

O importante aqui é entender que quanto melhor constituída for a nossa individualidade, melhor construiremos um NÓS funcional, interessante e duradouro. Com isso vamos saber nos relacionar com outra pessoa sem desqualificar o outro, sem prejudicar a individualidade do outro (e nem a nossa), sabendo respeitar as suas particularidades e características.
Afinal, são essas características e particularidades que fazem o outro SER o outro.
A relação deve ser e ter um espaço para os dois se conhecerem e aprenderem a lidar com as diferenças dos dois.

Se você me pergunta: “Então, o que eu devo fazer para me tornar essa pessoa com a individualidade tão bem formada e preparada?”, não há uma receita pronta pra você seguir – infelizmente, pois eu também gostaria dessa receita!

Mas posso dizer que você deve ser uma pessoa capaz de enfrentar o mundo, de forma competente e assertiva. Uma pessoa que consegue perceber o que se passa em seu interior, percebe o que pensa, sabe dizer o que sente.
Tem habilidade para expressar o que sente, o que deseja, de uma forma que é compreendido pelos outros e que não machuque ou magoe ninguém.
Deve entender que a outra pessoa, tem características únicas e que não serão iguais as suas e nem vai te agradar 100% do tempo.
Você pode perceber que nos momentos juntos, você pode aprender e explorar as diferenças, e não usar as diferenças para situações de conflito.
Entender que aquela pessoa é do jeito que é. E não do jeito que você a idealizou ou gostaria que ela fosse.
E que o que você sente, você simplesmente sente. Nem sempre a pessoa te magoou de propósito. Você tem responsabilidade pelo que sente e pensa, e não deve atribuir ao seu parceiro tudo o que sente de negativo. Para isso que foi criado o diálogo – para gente dizer o que sente e se entender!
E principalmente, é interessante ter aprendido 3 habilidades simples, mas essenciais:
ceder, saber doar e saber receber.

Sabendo algumas das habilidades acima, já é meio caminho andado para ingressar e manter uma relação saudável e feliz!


10 dicas para um relacionamento duradouro

A seguir, dicas valiosas que podem aumentar as chances de se ter um relacionamento duradouro.
Confira e depois comente o que achou!

1
Faça do seu amor, o seu melhor amigo(a)

Na vida, o seu melhor amigo te apoia nos momentos bons e ruins, não é verdade? Então, porque não viver isso no seu relacionamento também?
É muito importante apoiar os sonhos, as escolhas, decisões e conquistas da pessoa que compartilha a vida com você. Não só apoiar, como receber esse apoio também!
Para isso, construam uma base de amizade entre vocês, além do amor.

2
Não concentre tanto no que ele (a) fez de errado, mas lembre-se também dos acertos dele (a)

Já reparou que implicar e ficar reclamando dos erros dele (a) é muito mais fácil?
Difícil mesmo (e mais trabalhoso) é focar e evidenciar o que a pessoa faz de certo!
Se possível, procure relevar erros não tão significantes assim e foque no positivo.
Essa atitude melhora muito a relação! Vale a pena investir em uma atitude positiva, SEMPRE!

3
Perdão e Confiança

É importante desenvolver um padrão de perdão e confiança na relação.
Ter a liberdade para pedir desculpas caso tenha cometido algum erro é muito saudável.
Para ter esta liberdade, é necessário poder confiar no outro e sentir essa confiança reciprocamente, para acolher e se sentir acolhido. E assim, resolver um desentendimento da melhor forma, ou seja, juntos.

4
Investir na relação. Se dedicar.

Não é só porque já está namorando, noivo, casado, que vale se acomodar!
É vital o casal investir um no outro. Fazer pequenas surpresas, estar presente na vida do outro, demonstrar carinho nos gestos simples do dia-a-dia.
Se dedicar é estar por inteiro nos momentos a dois.
E também, deixar o celular de lado um pouquinho, né? Vale a pena!

5
Manter o carinho e a vida íntima sempre ativos

Para quem está no início de um relacionamento, parece até absurdo de dar como dica como essa.
Mas após alguns anos juntos, após casamento, filhos e ainda conciliando tudo isso a um trabalho exaustivo, pode ser que a demonstração de afeto e a sexualidade do casal fique em segundo plano.
Na verdade, não tem segredo. É preciso se esforçar. Só com constante manutenção e atenção ao afeto e à sexualidade, é que esses aspectos podem continuar em dia no seu relacionamento.

6
Diálogo

É sempre relevante dizer: diálogo não é discussão.
Diálogo é ouvir o outro DE VERDADE.
Não é escutar já pensando em como vai “rebater” aquele argumento, se “defendendo” da fala do outro.
E mais, é preciso saber ouvir, mas também saber falar. Não dizer as coisas de um jeito acusatório, falar sem julgamentos e estar aberto (a) é imprescindível.
Dialogar é: ouvir atentamente, compreendendo o que o outro quer dizer e assim, saber o que se passa em sua cabeça e em seu coração; e falar sem acusar, realmente tentando achar uma solução, um entendimento entre os dois.

7
Se algo lhe incomodou → Diálogo (volte ao item 6).

Use as dicas dadas acima, para dizer se algo está te incomodando ou se você gostaria que algo fosse feito de forma diferente daqui pra frente.
Ficar guardando algo que seu companheiro (a) fez, só vai intensificar isso dentro de você. Não é legal ficar ressentida (o). É melhor falar logo sobre o assunto e resolver juntos, do que esperar a situação virar uma bola de neve e se transformar em uma discussão de verdade.

8
Estude o seu (sua) companheiro (a)

Conhecer bem a rotina dele(a) ajuda a estar cada vez mais presente em sua vida. Assim, você saberá o momento certo de dar um apoio quando a pessoa estiver precisando. E até mesmo o momento de se afastar, deixando-o(a) com seus pensamentos, respeitando sua individualidade.
E ainda: ficar sempre atento aos gostos do seu amor te ajuda na hora de preparar uma surpresa ou de escolher um presente, por exemplo.

9
O casal deve se respeitar sempre

Não denegrir a imagem do parceiro, não agir de forma a diminuí-lo e/ou humilhá-lo (publicamente e também entre vocês) são formas de demonstrar o seu respeito.
É valido também respeitar a individualidade e as particularidades do seu amor. Afinal, foram as características e particularidades dessa pessoa que te conquistaram, lembra? Lembre-se: isso vale para os dois. Procure sempre respeitar a pessoa que está com você.

10
“Andar lado a lado”

Andar lado a lado na relação significa que vocês têm uma sintonia e afinidade quanto aos planos e projetos. Não só um apoiando o outro, como também participando e ajudando nos sonhos e projetos do outro. Agindo assim, fica mais fácil sempre construir planos e projetos em comum.

Espero que tenham gostado!
Você pratica alguma dessas dicas? Todas? Conte pra mim nos comentários!


Sobre querer que o outro mude…

Algumas pessoas adorariam que seu parceiro mudasse TODOS os seus comportamentos. Reclamam de tudo o que o outro faz. Das qualidades e dos defeitos. Praticamente querem outra pessoa, mas não se desapegam de quem está ao lado delas.

A maioria delas nem se toca que o parceiro provavelmente sempre foi assim, só que agora que está sem o olhar “cego-e-que-aceita-tudo-da-paixão” é que consegue enxergar as características reais da pessoa e não o que idealizava e fantasiava sobre ela.

Não estou aqui falando das mudanças normais como amadurecimento, fases da vida – presente nos casamentos de longa data. Me refiro a relacionamentos mais “recentes”, quando você de repente se surpreende com aquela figura com a qual resolveu namorar, noivar e agora não sabe o que fazer quando realmente descobre quem ela/ele é. Para quem foi surpreendido pelo olhar real pós-paixão, sejamos sinceros, esta pessoa que está com você é assim e muito dificilmente irá mudar. Você tem que colocar na balança se o ônus supera o bônus ou o contrário e tomar sua decisão de continuar ou não.

Quando a gente pensa numa mudança a respeito das características da outra pessoa, há de se pensar em: anos e não em: dias ou meses. Ninguém muda de repente do dia pra noite. Se aquela pessoa faz coisas que você não suporta ou não tolera, tem um jeitão meio complicado de se conviver, não é conversando por uma noite ou com algumas sessões de terapia que ele/ela vai mudar o seu modo de ser.

Alguns dizem que quando se ama se aceita o outro como ele é. Acho que algumas características e idiossincrasias se aceita sim, mas se aquela pessoa não combina com você de jeito nenhum, com o passar do tempo os dois percebem que essa “aceitação um do outro do jeito que ele é” só está trazendo aborrecimentos e ressentimentos.

Mudanças de conduta – no outro – não acontecem só porque nós queremos, desejamos ou pedimos (por acharmos que seria possível de acontecer). É preciso que a pessoa tenha razões mais fortes e que partam dela para que certos comportamentos e atitudes realmente se transformem.